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No dia em que se celebram 165 anos do nascimento de Joseph Pulitzer, criador dos prémios com o mesmo nome para o jornalismo e as artes,os "Alentejo à Vista!" receberam em Almodôvar o artista plástico Pedro Matos, para discutir os novos rumos da arte portuguesa, no âmbito do concurso DNEscolas. Com apenas 23 anos, Pedro Matos é um dos rostos da arte portuguesa lá fora, o que considera um elogio e uma honra. "Tento levar as pessoas a pararem e pensarem um bocadinho", refere, fazendo alusão aos desenhos em carvão dos sem-abrigo de Lisboa, que afixava nas ruas da cidade e que "chamavam mais a atenção do que as pessoas reais que lá estavam". Ignorado pelos curadores nacionais pela sua juventude,
"Das Ruas para os Museus."
Matos decidiu estabelecer-se em Londres aos 18 anos, onde considera que os artistas são valorizados pelo seu trabalho e não pela sua idade. "Em Portugal não se consome arte como um produto", lamenta: "Não tenho um único colecionador português." Questionado sobre as artes em Portugal, Pedro Matos menciona que o fator comercial e de sustentabilidade continuam a levar muitos jovens a sair do país, devido à falta de apoios e de divulgação cultural por parte dos media.
Assumindo a sua preferência por exposições individuais ("tenho o controlo absoluto sobre o que vou fazer e isso dará uma experiência mais interessante a quem a for visitar."), Matos mostrou-se entusiasmado pela sua próxima exposição, já a 27 de abril, ser na galeria Ivory & Black Soho, em Londres, de que é co-fundador.
"De pequenino..."
"Comecei a desenhar quando era criança, era um daqueles miúdos rebeldes", confessa, num aparente contraste com o seu ar tranquilo. Apelando aos jovens para nunca desistirem dos seus sonhos e serem ativos na sociedade, Pedro Ventura Matos revela meio a brincar: "A minha professora de desenho do secundário normalmente dava-me 10 ou 11 e dizia-me que nunca iria ser alguém na vida. Aconteceu-me exatamente o contrário."